sexta-feira, 10 de julho de 2009

Preconceito ou ignorância?

O que representa um projeto cultural ou social com incentivo fiscal na visão de nossos executivos? Será a obscuridade em vislumbrar do impacto das ações planejadas no projeto? Projeto distante do segmento e foco de atuação da empresa?

Na tese de doutorado (FEA USP) Responsabilidade Social e a Criação de Valor para as Organizações: um Estudo Multicasos de Cláudio Antônio Pinheiro Machado cita estatísticas sobre a responsabilidade social dos EUA evidenciando melhora da performance econômica das empresas.

"as 300 maiores corporações americanas comprometidas em seguir código de conduta ética superaram 2 ou 3 vezes a performance das empresas do mesmo setor. fonte: Business and Society Review. 2000"

"faturamento das 1.000 maiores empresas americanas mostra que, num período de 10 anos, aquelas que investiram na formação de consciência ética aumentaram em 4,5 vezes o faturamento. fonte: Universidade de Defoe (US). 1999"

"a publicidade adversa de comportamentos não éticos teve impacto negativo no preço das ações em um período mínimo de 6 meses. fonte: Southwestern Louisiana (US). 2000"


O Terceiro Setor no Brasil conta com relevantes projetos comparáveis aos realizados e apoiados por conglomerados internacionais, com primorosos resultados para a nossa sociedade. E todos ganham, inclusive nossas empresas e nossos executivos.

Então, o que falta para as nossas empresas destinarem parte dos recursos que iriam obrigatoriamente para o fisco ao invés de aplicá-los em ações culturais e sociais incentivados?

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