segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma miragem na favela de Paraisópolis?

Em artigo do jornal O Estado de São Paulo publicado em 11 de novembro de 2008, no Caderno Economia e Negócios, as Casas Bahias anunciaram a inauguração de mais uma loja, agora, dentro da segunda maior favela de São Paulo, Paraisópolis. De acordo com o artigo, a expectativa das Casas Bahia, é faturar entre R$1 milhão e R$1,5 milhões a partir de janeiro de 2009. Ainda, segundo o artigo, "o potencial de consumo de Paraisópolis equivale a uma cidade de médio porte com a vantagem de não ter grandes concorrentes no local".

Vale ressaltar que as Casas Bahia hoje é a maior rede varejista de móveis e eletrodomésticos atendendo o público de baixa renda e atuando em um mercado ainda pouco explorado pelas grandes companhias. Em pesquisa realizada pelo Instituto Fernand Braudel e publicada no artigo A democratização do consumo, a periferia vive uma nova realidade. "O comércio local fervilha com negócios de todos os tipos, cores e tamanhos nas ruas mais movimentadas. Representam um retrato vivo da expansão do consumo e os pequenos empreendedores contribuem para a geração de renda e a distribuição de bens e serviços na região".

Os empresários precisam acreditar no potencial de consumo da população da periferia e investir criando novas realidades e perspectivas para as suas comunidades. Uma reflexão séria e profunda sobre o retorno das ações realizadas nessas regiões podem despertar um potencial incomensurável não apenas em sua dimensão econômica, mas também social. Grajaú, um distrito localizado na Zona Sul de São Paulo, tem uma população aproximada de 500.000 pessoas. Conta apenas com 2 agências bancárias e não há nenhum centro comercial.