terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mudança de paradigma

"Recentemente, um grupo de cientistas e pesquisadores colocou cinco macacos em uma jaula. No meio havia uma escada e sobre ela um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para pegar as bananas, um jato de água fria era jogado nos que estavam no chão. Depois de um certo tempo, quando um macaco subia a escada para pegar as bananas, os outros que estavam no chão o retiravam da escada sob pancadas. Depois de algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Prosseguindo com o experimento, eles substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo substituto foi colocado na jaula e o mesmo ocorreu com ele. Um quarto e afinal o último dos cinco integrantes iniciais foi substituído. Os pesquisadores, então, tinham na jaula um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles por que eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza, dentre as respostas, a mais freqüente seria: Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui".

Vale uma profunda reflexão da experiência descrita acima. Inclusive sobre nossos (pre)conceitos sobre a pobreza.

livro Quem se atreve a ter certeza.
autores José Pedro Andreeta e Maria de Lourdes Andreeta.
Editora Mercuryo, 2004.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Nosso compromisso. A Responsabilidade Social

Vivemos nossa rotina diária preocupados com as nossas obrigações profissionais e familiares. Acreditamos serem poucos os sortudos com tempo dedicados ao seu próprio bem-estar. Na contra-mão dessa esmagadora forma de ver a vida, há aqueles que desafiam a lei das prioridades para ajudar "o próximo". Para muitos, seria impensável, totalmente insano falar em colaborar ou apoiar muitos que se encontram distantes de nossa estafante realidade. Enfim, são inúmeras as razões para fugirmos de nossas obrigações com relação àqueles que consideramos vítimas dos infortúnios da vida.

Aqueles que vivem à margem da realidade da periferia, não são capazes de aceitar e compreender a busca dessa gente simples e humilde por seus direitos, até mesmo os garantidos por lei. Existem ainda aqueles que se consideram vítimas da violência dos que vivem na periferia, já os mais radicais, ao sentirem-se ameaçados, constróem verdadeiras barreiras contra a pobreza.

Vamos inverter o raciocínio, imaginando ser a prioridade de cada um o respeito e a dedicação aos necessitados. Nossa preocupação é cultivar o apoio e a colaboração aos desamparados da sorte, nosso desejo é contagiar o mundo com a nossa alegria e felicidade. Sem dúvida, muitos dirão: é uma utopia, puro mundo encantado.

Ok! Que tal começarmos respeitando e resgatando a dignidade daqueles a quem nós chamamos de "pobres". Acredito que muitos ficarão surpresos com essa mudança de atitude.