Vivemos nossa rotina diária preocupados com as nossas obrigações profissionais e familiares. Acreditamos serem poucos os sortudos com tempo dedicados ao seu próprio bem-estar. Na contra-mão dessa esmagadora forma de ver a vida, há aqueles que desafiam a lei das prioridades para ajudar "o próximo". Para muitos, seria impensável, totalmente insano falar em colaborar ou apoiar muitos que se encontram distantes de nossa estafante realidade. Enfim, são inúmeras as razões para fugirmos de nossas obrigações com relação àqueles que consideramos vítimas dos infortúnios da vida.
Aqueles que vivem à margem da realidade da periferia, não são capazes de aceitar e compreender a busca dessa gente simples e humilde por seus direitos, até mesmo os garantidos por lei. Existem ainda aqueles que se consideram vítimas da violência dos que vivem na periferia, já os mais radicais, ao sentirem-se ameaçados, constróem verdadeiras barreiras contra a pobreza.
Vamos inverter o raciocínio, imaginando ser a prioridade de cada um o respeito e a dedicação aos necessitados. Nossa preocupação é cultivar o apoio e a colaboração aos desamparados da sorte, nosso desejo é contagiar o mundo com a nossa alegria e felicidade. Sem dúvida, muitos dirão: é uma utopia, puro mundo encantado.
Ok! Que tal começarmos respeitando e resgatando a dignidade daqueles a quem nós chamamos de "pobres". Acredito que muitos ficarão surpresos com essa mudança de atitude.
Material - Formações Territoriais do Programa VAI
Há 2 semanas
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